Trabalho no campoEm passos demorados
Saboreiam os silêncios
Suspensos ao toque do sino
De semblantes enrugados
Mastigam o passado
Que o futuro já não traz
Carregam a dureza
do trabalho no campo
Já não sonham
Mas ainda vão às festas
à missa
e aos funerais.
(Aos trabalhadores do campo,
de Alpedrinha, pela dureza da jorna,
de sol a sol...)